Eu não olho pra trás
Talvez seja um grande defeito
Talvez lá tenha esquecido meus óculos
Na escrivaninha da sala de onde venho.
Mas não tenho tempo para esperar
Essa brisa
Essa vista que eu vejo...
Essa história que pra mim
Tanto faz...
É a vida!
Ana Nery Machado
27/07/2010
Um Canto no Mundo que reflete sobre Língua, Literatura e Pensamento. Não necessariamente nesta ordem e organização, mas tudo bem. Divirta-se! Esta é uma página de Aná Nery Machado.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Porém
“Eu quero dizer o que penso, eu quero dizer o que faço por aí... Porém, logo imagino a cobrança, os comentários, as fofocas exageradas quando as pessoas souberem o que se passa na minha cabeça, o que se passa no que eu faço... Sinto vergonha, avermelho só de imaginar as pessoas de olho em defeitos meus, que também são seus, são deles, são de todos nós... Sim, porque o que eu penso todo mundo pensa, o que eu faço todo mundo faz, a diferença é quase nula entre todos os mortais, porém penso novamente... Se eu disser o que eu penso, o que eu faço e chegar a conclusão do que eu sou, todos vão me condenar, mesmo sabendo que eles fazem ou fizeram igual, às vezes apenas com cenários e pessoas diferentes, mas está ou estava tudo ali: a mesma situação, a mesma hora, o mesmo lugar. Estranho é.... ser julgado por alguém que faz o mesmo e mais bem feito que você. Estranho é... não poder dizer bem alto o que se é, pois será julgado pelo próprio espelho, o reflexo está no próximo, que é você aí!”
Ana Nery Machado.
27/07/2010
Ana Nery Machado.
27/07/2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Arte
E a Arte
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Alguém
Preciso de alguém...
Que me deixe com água na boca,
Que me faça ter parto normal,
Que me prenda nas pernas num laço,
E que ache isso bem natural.
Ana Nery Machado
24/06/2010
Que me deixe com água na boca,
Que me faça ter parto normal,
Que me prenda nas pernas num laço,
E que ache isso bem natural.
Ana Nery Machado
24/06/2010
domingo, 20 de junho de 2010
Encontro
E eu vou encontrando você
que vai encontrando ele
que acaba encontrando a mim e
que no fim encontra você.
Ana Nery Machado
20/06/2010
que vai encontrando ele
que acaba encontrando a mim e
que no fim encontra você.
Ana Nery Machado
20/06/2010
sábado, 12 de junho de 2010
Sílaba
Eu amo você na mesma sílaba que você me ama,
no mesmo
vai-e-vem
do
vice-e-versa.
Ana Nery Machado
12/06/2010
no mesmo
vai-e-vem
do
vice-e-versa.
Ana Nery Machado
12/06/2010
Escrever
É engraçado como a felicidade não existe sem você...
É como a necessidade de comer, tomar banho, dormir todo dia...
Meu Deus!
Hoje, estou com fome, suja e sem dormir a dias...
Escrever, eu não vivo sem você!
Ana Nery Machado
12/06/2010
É como a necessidade de comer, tomar banho, dormir todo dia...
Meu Deus!
Hoje, estou com fome, suja e sem dormir a dias...
Escrever, eu não vivo sem você!
Ana Nery Machado
12/06/2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Um
Uns nasceram
Pra ser muitos,
Pra ser poucos,
Pra ser dois,
Pra ser um e meio (filho),
Pra ser Um!
Nasci NO último caso?
Nasci NO último caso!
Nasci NO último caso.
Um.
Ana Nery Machado
11/06/2010
Pra ser muitos,
Pra ser poucos,
Pra ser dois,
Pra ser um e meio (filho),
Pra ser Um!
Nasci NO último caso?
Nasci NO último caso!
Nasci NO último caso.
Um.
Ana Nery Machado
11/06/2010
Eu, você e meu Amor
O que leva alguém a usar,
A testar,
A sonhar com o coração alheio?
A filtrar os meus anseios...
A seguir sua paixão?
No escuro eu aceito,
Me deleito em dor e flor...
No conceito eu me deito,
Eu, você e meu Amor.
Coração apaixonado...
Não esquece o que passou,
Viveu triste e sem um trato,
Por alguém que aqui passou!
História
Amor
E
Fim!
Por que
Precisa
Ser
Sempre
Assim!?
Ana Nery Machado
11/06/2010
A testar,
A sonhar com o coração alheio?
A filtrar os meus anseios...
A seguir sua paixão?
No escuro eu aceito,
Me deleito em dor e flor...
No conceito eu me deito,
Eu, você e meu Amor.
Coração apaixonado...
Não esquece o que passou,
Viveu triste e sem um trato,
Por alguém que aqui passou!
História
Amor
E
Fim!
Por que
Precisa
Ser
Sempre
Assim!?
Ana Nery Machado
11/06/2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Escolhas
As escolhas mudaram
O dia cinza ensolarado
Tenho fé, fica mais bonito assim
Os amigos são observados
Para serem amados e lembrados.
Aprendi a convivência
A essência de amar
O importante
Eu demorei a ensinar:
Eu sou feliz sozinho!
Quem disse que sorrir quer dizer felicidade?
E o choro é onde a tristeza bate?
Procuro amigos:
Os que pagam bondade com bondade
E o coração é puro e sincero de verdade
Para que eu possa entrar e me sentir a vontade
Como no sofá da sala
Como lá em casa
Onde enfim eu me sinto em paz!
Sou mais assim
E que seja enfim
Eu Amei a mim
É importante aqui...
Dentro do meu coração!
Ana Nery Machado
28/04/2010
O dia cinza ensolarado
Tenho fé, fica mais bonito assim
Os amigos são observados
Para serem amados e lembrados.
Aprendi a convivência
A essência de amar
O importante
Eu demorei a ensinar:
Eu sou feliz sozinho!
Quem disse que sorrir quer dizer felicidade?
E o choro é onde a tristeza bate?
Procuro amigos:
Os que pagam bondade com bondade
E o coração é puro e sincero de verdade
Para que eu possa entrar e me sentir a vontade
Como no sofá da sala
Como lá em casa
Onde enfim eu me sinto em paz!
Sou mais assim
E que seja enfim
Eu Amei a mim
É importante aqui...
Dentro do meu coração!
Ana Nery Machado
28/04/2010
sábado, 13 de março de 2010
Carta Cora Coralina
Cubatão, 14 de março de 2010
Caros amigos escritores,
Pensava eu após um pouco de bar, pessoas, cigarros e palavras...
Cora Coralina, íntima de Drummond e Jorge Amado... Que inveja se postou no meu sorriso, ela, amiga dos reis, cartas e mais cartas à mão, sim, escritas a mão, com letras particulares de cada um, conversavam por meio delas... Nem se sonhava nesse método tão rápido e eficaz chamado Internet, eram correios e mais correios até se chegar naquela casa.
Que tédio saber que não nasci na época da máquina de escrever, que tudo não é mais tão caprichoso e demorado assim, ai que invejinha “branca” senti de Coralina, a vida contada com mais glamour, sob uns versos e caneta de palavras tortas sobre o papel listrado, muitas vezes encardido com aquele café que escorregava pela barba afiada de um pensamento.
Então disse a mim mesma: Vou escrever, sim, vou escrever cartas, quem sabe um dia não estarei em uma exposição também, por meio de quadros, cartas de amigos que aprecio em meu coração, quem sabe um dia não estarei atrás de aparelhos envidraçados que contam minha história e de meus queridos escritores que estiveram comigo nesta ligação? Tudo intocável, objetos de valor, papéis de cartas entre amigos que sentem, fazem e amam a Arte como ela é, tal como a vida deve querer. Só que desta vez vou ter que dispensar o papel e a caneta, terei que fazer como nos moldes do “meu” tempo: Internet e E-mail. Jeitos rápidos de saber o que quero dizer. Apenas quero um dia ver esta carta numa moldura envidraçada, onde eu terei a certeza do jeito imortal dela de ser, só que sem borrões, tintas claras ou palavras amassadas. Que pena a minha!
Ai que inveja sua Coralina, mas um dia é você, que sentirá inveja minha.
Ana Nery Machado
Caros amigos escritores,
Pensava eu após um pouco de bar, pessoas, cigarros e palavras...
Cora Coralina, íntima de Drummond e Jorge Amado... Que inveja se postou no meu sorriso, ela, amiga dos reis, cartas e mais cartas à mão, sim, escritas a mão, com letras particulares de cada um, conversavam por meio delas... Nem se sonhava nesse método tão rápido e eficaz chamado Internet, eram correios e mais correios até se chegar naquela casa.
Que tédio saber que não nasci na época da máquina de escrever, que tudo não é mais tão caprichoso e demorado assim, ai que invejinha “branca” senti de Coralina, a vida contada com mais glamour, sob uns versos e caneta de palavras tortas sobre o papel listrado, muitas vezes encardido com aquele café que escorregava pela barba afiada de um pensamento.
Então disse a mim mesma: Vou escrever, sim, vou escrever cartas, quem sabe um dia não estarei em uma exposição também, por meio de quadros, cartas de amigos que aprecio em meu coração, quem sabe um dia não estarei atrás de aparelhos envidraçados que contam minha história e de meus queridos escritores que estiveram comigo nesta ligação? Tudo intocável, objetos de valor, papéis de cartas entre amigos que sentem, fazem e amam a Arte como ela é, tal como a vida deve querer. Só que desta vez vou ter que dispensar o papel e a caneta, terei que fazer como nos moldes do “meu” tempo: Internet e E-mail. Jeitos rápidos de saber o que quero dizer. Apenas quero um dia ver esta carta numa moldura envidraçada, onde eu terei a certeza do jeito imortal dela de ser, só que sem borrões, tintas claras ou palavras amassadas. Que pena a minha!
Ai que inveja sua Coralina, mas um dia é você, que sentirá inveja minha.
Ana Nery Machado
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E você, o que acha?
Acho que neste momento eu preciso escrever mais e amar menos. Aná Nery Machado 14/06/2020
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