Hoje vivemos um processo de desvalorização do ser humano, de tudo aquilo que para nós deveria ser o correto a se fazer com o outro. Diz um mandamento da lei de Deus: Amarais teu próximo como a ti mesmo. Onde está este sentido humano? Onde se encontra as atitudes necessárias para que se viva nessa fé... Ir a um Templo, ouvir o padre, missionário ou qualquer pessoa que fale da inteligência suprema acima de todas as coisas, ou seja, Deus, é muito bonito, é muito lindo, pros outros verem. Porém, se pratica aquilo que se ouve? Faz-se realmente aquilo que se fala? Porque se torna tão difícil deixar de fazer aquilo que não queremos para nós mesmos? A regra é simples, parece muito fácil, basta ouvir uma vez, o que fazer é justamente não fazer mal ao próximo. Uma vez, ouvi um cara dizer que para você viver bem consigo mesmo e acima de tudo com Deus precisava pensar em 3 coisas primeiro antes de tomar uma atitude: 1- Se o que você vai fazer vai magoar o outro. 2- Se o que você vai fazer vai prejudicar você. e 3- Se você realmente deseja aquilo de todo o seu coração. Achei muito bonito as palavras e o sentido delas, tanto, que as guardei para sempre na minha cabeça, mas me pergunto quantos de nós pensamos nessas 3 coisas antes de tomarmos alguma atitude. Muitas vezes magoamos pessoas de graça, nem queremos tanto alguma coisa assim e acabamos nos prejudicando e o que é pior, levamos mais gente pro buraco conosco. Assim é que se ouve falar em sentimentos ruins, faz-se gente sofrer à toa, por caprichos e ações não pensadas. Vale a pena? Tenho uma teoria: Aquele que engana/prejudica o outro, ao final de tudo, só consegue enganar/prejudicar a si mesmo. Salve as pessoas de Boa Fé!
Ana Nery Machado.
20/08/2010
Um Canto no Mundo que reflete sobre Língua, Literatura e Pensamento. Não necessariamente nesta ordem e organização, mas tudo bem. Divirta-se! Esta é uma página de Aná Nery Machado.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Devoção
Já havia um tempo que esperava por ele, o Cícero enrolou até onde pode com aquela edição, toda semana perguntava quando iria chegar os primeiros exemplares... E ele me respondia que a editora tinha enviado uma capa que não gostara e que não iria ser assim: mandou voltar! Tudo bem, eu continuava a esperar...
Até que um dia recebi uma mensagem de texto pelo celular: “Meus meninos chegaram...”, minha mente maluca e dispersa não entendera a metáfora, mas o Cícero acabou com minha duvida e ligou dizendo que eles haviam chegado. Oba! Enfim conseguirei lê-lo. Comprei-o fiado, o pagamento ficou pro dia do lançamento, quando cheguei em casa não agüentei esperar nem para abrir a porta, os olhos brilhavam... na cama, na sala, no banheiro... Em tudo e com tudo os olhos brilhavam com aquelas páginas que eu esperava tanto... Enfim sós por muito e muito tempo...
Chegou o dia do lançamento, lógico que peguei meu exemplar para ser autografado, foi aí que percebi suas orelhas grandes e marcadas, suas páginas manchadas por tinta de cabelo, café e até migalhas de bolacha. “Meu Deus!” pensei. Eu havia acabado com meu exemplar, ele estava surrado, esmagado por gotas de chuva, ruas enlameadas e até pássaros que visitam a janela de casa. “Que vergonha!” pensei again. O Cícero iria achar um desleixo com a obra dele, olha o que eu fiz...
Depois de tanto me martirizar, soquei o livro na bolsa e fui descendo as escadas, inadmissível chegar atrasada!
Do rol já o avistava todo orgulhoso de sua obra, pessoas em volta com seu livro na mão... Livros limpos, folhas brancas, sem as minhas orelhas manchadas ou coisas assim... Eu me aproximei e em nome da amizade fui logo dizendo: “Cícero, eu li tudo, você pode autografar pra mim?” Fui logo tirando o livro da bolsa, fui endireitando com as mãos e até com o corpo pra deixar mais reto, mais apresentável, enquanto isso eu pensava: “Que vergonha!”.
O Cícero pegou o livro nas mãos, olhou... Folheou as páginas com um sorriso sério, eu sabia que havia chegado a hora da sentença. Após este intervalo, ele olhou pra mim fixamente e abriu um largo sorriso sincero, aberto, esquecera o sério: “Você leu página por página, estão todas marcadas, folheadas, um livro como todo leitor de verdade deve ter, ele deve ter passado horas com você...”.
Aliviei minha dor, descobri que o que importa para o escritor é sempre o leitor!
Ana Nery Machado
02/08/2010
“Devoção é algo que quando você tem um desejo, se você não conseguir realizá-lo, você sabe que irá morrer.” (li algo parecido num artigo, guardei pra mim.)
Até que um dia recebi uma mensagem de texto pelo celular: “Meus meninos chegaram...”, minha mente maluca e dispersa não entendera a metáfora, mas o Cícero acabou com minha duvida e ligou dizendo que eles haviam chegado. Oba! Enfim conseguirei lê-lo. Comprei-o fiado, o pagamento ficou pro dia do lançamento, quando cheguei em casa não agüentei esperar nem para abrir a porta, os olhos brilhavam... na cama, na sala, no banheiro... Em tudo e com tudo os olhos brilhavam com aquelas páginas que eu esperava tanto... Enfim sós por muito e muito tempo...
Chegou o dia do lançamento, lógico que peguei meu exemplar para ser autografado, foi aí que percebi suas orelhas grandes e marcadas, suas páginas manchadas por tinta de cabelo, café e até migalhas de bolacha. “Meu Deus!” pensei. Eu havia acabado com meu exemplar, ele estava surrado, esmagado por gotas de chuva, ruas enlameadas e até pássaros que visitam a janela de casa. “Que vergonha!” pensei again. O Cícero iria achar um desleixo com a obra dele, olha o que eu fiz...
Depois de tanto me martirizar, soquei o livro na bolsa e fui descendo as escadas, inadmissível chegar atrasada!
Do rol já o avistava todo orgulhoso de sua obra, pessoas em volta com seu livro na mão... Livros limpos, folhas brancas, sem as minhas orelhas manchadas ou coisas assim... Eu me aproximei e em nome da amizade fui logo dizendo: “Cícero, eu li tudo, você pode autografar pra mim?” Fui logo tirando o livro da bolsa, fui endireitando com as mãos e até com o corpo pra deixar mais reto, mais apresentável, enquanto isso eu pensava: “Que vergonha!”.
O Cícero pegou o livro nas mãos, olhou... Folheou as páginas com um sorriso sério, eu sabia que havia chegado a hora da sentença. Após este intervalo, ele olhou pra mim fixamente e abriu um largo sorriso sincero, aberto, esquecera o sério: “Você leu página por página, estão todas marcadas, folheadas, um livro como todo leitor de verdade deve ter, ele deve ter passado horas com você...”.
Aliviei minha dor, descobri que o que importa para o escritor é sempre o leitor!
Ana Nery Machado
02/08/2010
“Devoção é algo que quando você tem um desejo, se você não conseguir realizá-lo, você sabe que irá morrer.” (li algo parecido num artigo, guardei pra mim.)
terça-feira, 27 de julho de 2010
É a vida!
Eu não olho pra trás
Talvez seja um grande defeito
Talvez lá tenha esquecido meus óculos
Na escrivaninha da sala de onde venho.
Mas não tenho tempo para esperar
Essa brisa
Essa vista que eu vejo...
Essa história que pra mim
Tanto faz...
É a vida!
Ana Nery Machado
27/07/2010
Talvez seja um grande defeito
Talvez lá tenha esquecido meus óculos
Na escrivaninha da sala de onde venho.
Mas não tenho tempo para esperar
Essa brisa
Essa vista que eu vejo...
Essa história que pra mim
Tanto faz...
É a vida!
Ana Nery Machado
27/07/2010
Porém
“Eu quero dizer o que penso, eu quero dizer o que faço por aí... Porém, logo imagino a cobrança, os comentários, as fofocas exageradas quando as pessoas souberem o que se passa na minha cabeça, o que se passa no que eu faço... Sinto vergonha, avermelho só de imaginar as pessoas de olho em defeitos meus, que também são seus, são deles, são de todos nós... Sim, porque o que eu penso todo mundo pensa, o que eu faço todo mundo faz, a diferença é quase nula entre todos os mortais, porém penso novamente... Se eu disser o que eu penso, o que eu faço e chegar a conclusão do que eu sou, todos vão me condenar, mesmo sabendo que eles fazem ou fizeram igual, às vezes apenas com cenários e pessoas diferentes, mas está ou estava tudo ali: a mesma situação, a mesma hora, o mesmo lugar. Estranho é.... ser julgado por alguém que faz o mesmo e mais bem feito que você. Estranho é... não poder dizer bem alto o que se é, pois será julgado pelo próprio espelho, o reflexo está no próximo, que é você aí!”
Ana Nery Machado.
27/07/2010
Ana Nery Machado.
27/07/2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Arte
E a Arte
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Alguém
Preciso de alguém...
Que me deixe com água na boca,
Que me faça ter parto normal,
Que me prenda nas pernas num laço,
E que ache isso bem natural.
Ana Nery Machado
24/06/2010
Que me deixe com água na boca,
Que me faça ter parto normal,
Que me prenda nas pernas num laço,
E que ache isso bem natural.
Ana Nery Machado
24/06/2010
domingo, 20 de junho de 2010
Encontro
E eu vou encontrando você
que vai encontrando ele
que acaba encontrando a mim e
que no fim encontra você.
Ana Nery Machado
20/06/2010
que vai encontrando ele
que acaba encontrando a mim e
que no fim encontra você.
Ana Nery Machado
20/06/2010
sábado, 12 de junho de 2010
Sílaba
Eu amo você na mesma sílaba que você me ama,
no mesmo
vai-e-vem
do
vice-e-versa.
Ana Nery Machado
12/06/2010
no mesmo
vai-e-vem
do
vice-e-versa.
Ana Nery Machado
12/06/2010
Escrever
É engraçado como a felicidade não existe sem você...
É como a necessidade de comer, tomar banho, dormir todo dia...
Meu Deus!
Hoje, estou com fome, suja e sem dormir a dias...
Escrever, eu não vivo sem você!
Ana Nery Machado
12/06/2010
É como a necessidade de comer, tomar banho, dormir todo dia...
Meu Deus!
Hoje, estou com fome, suja e sem dormir a dias...
Escrever, eu não vivo sem você!
Ana Nery Machado
12/06/2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Um
Uns nasceram
Pra ser muitos,
Pra ser poucos,
Pra ser dois,
Pra ser um e meio (filho),
Pra ser Um!
Nasci NO último caso?
Nasci NO último caso!
Nasci NO último caso.
Um.
Ana Nery Machado
11/06/2010
Pra ser muitos,
Pra ser poucos,
Pra ser dois,
Pra ser um e meio (filho),
Pra ser Um!
Nasci NO último caso?
Nasci NO último caso!
Nasci NO último caso.
Um.
Ana Nery Machado
11/06/2010
Eu, você e meu Amor
O que leva alguém a usar,
A testar,
A sonhar com o coração alheio?
A filtrar os meus anseios...
A seguir sua paixão?
No escuro eu aceito,
Me deleito em dor e flor...
No conceito eu me deito,
Eu, você e meu Amor.
Coração apaixonado...
Não esquece o que passou,
Viveu triste e sem um trato,
Por alguém que aqui passou!
História
Amor
E
Fim!
Por que
Precisa
Ser
Sempre
Assim!?
Ana Nery Machado
11/06/2010
A testar,
A sonhar com o coração alheio?
A filtrar os meus anseios...
A seguir sua paixão?
No escuro eu aceito,
Me deleito em dor e flor...
No conceito eu me deito,
Eu, você e meu Amor.
Coração apaixonado...
Não esquece o que passou,
Viveu triste e sem um trato,
Por alguém que aqui passou!
História
Amor
E
Fim!
Por que
Precisa
Ser
Sempre
Assim!?
Ana Nery Machado
11/06/2010
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E você, o que acha?
Acho que neste momento eu preciso escrever mais e amar menos. Aná Nery Machado 14/06/2020
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O mesmo que diz ser amor é o que atira a pedra na rua sem saber por quê. Desalento, o passado mora ao lado sem querer. Primeiro é necessário...
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Acordo. Atravesso a sala Com as calças largadas ao vento, minha caneca atravessada na mão e só. Passo à janela, visão preto-e-branco pela ma...