Procuro viver com sinceridade e lealdade para comigo e para com os outros. Gosto do sofisticado, preservando sempre a simplicidade. Aprendo com a Senhora Sabedoria e com o Senhor Perdão. Amo os sorrisos, as experiências, as viagens, as amizades, os amores perdidos, chegados e infinitos. Estudo história por conta própria, escrevo por amor incondicional as Letras: Meu Amor Maior. Bebo muito leite de soja, prefiro o Outono entre todas as estações e choro muito com filmes de cachorro, novelas ou puramente por Amor. Consigo ser feliz assim, com tão pouco, mas almejando sempre mais, não só pra mim, mas para deitar no conforto as pessoas mais queridas do meu coração, porque elas são minha identidade, minha verdadeira parte, meu verdadeiro Eu, na parte de fora de Mim.
Ana Nery Machado
27/09/2010
Um Canto no Mundo que reflete sobre Língua, Literatura e Pensamento. Não necessariamente nesta ordem e organização, mas tudo bem. Divirta-se! Esta é uma página de Aná Nery Machado.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Capital Humano
Odeio o descaso humano que as empresas de RH praticam. Observa-se que uma “Fulana” com voz doce liga pra você marcando uma entrevista. A partir daquele momento sua mente começa a projetar sonhos, pensamentos amortecidos que começam a surgir e acordar depois daquela notícia, daquela grande notícia.
Você aparece no dia da entrevista, na hora marcada ou até com muita antecedência, não se agüenta de esperar, já até decorou uma narrativa na sua cabeça sobre como melhor se expressar.
Avisa a recepcionista que chegou, ela diz muito educada por sinal: “Espere um momento, por favor, pode sentar”. Então você senta e começa a olhar pras paredes, para o material que é feito o balcão, porque já faz mais de 1 hora que está sentada ali, olhando pro mesmo mundo.
Acho que os Recrutadores acham que os candidatos não têm o que fazer: Ora, quem está trabalhando e está procurando algo melhor precisa voltar ao trabalho, e quem não está trabalhando precisa “pegar” uma praia, o candidato tem mais o que fazer do que ficar olhando pra cara das paredes durante horas, pois bem, fechemos os parênteses.
De repente, chega mais uma pessoa e pergunta sobre a mesma “Fulana” que te ligou outro dia, seu mundo começa a cair, pois não é só você, tem mais pessoas ali com o mesmo objetivo. Enquanto você pensa isso, a moça da recepção direciona vocês para uma sala, quando ela abre a porta, você vê mais umas 20 pessoas pelo menos preenchendo fichas e uma psicóloga com cara de que nem saiu ainda da escola fazendo inúmeros testes com todos, sendo que ao final de tudo, ela não deve ficar com mais de 1candidato, já que a vaga é para um só. Seu mundo caiu um pouco mais...
E só pra cair seu mundo de uma vez, você entende que tem pessoas naquela sala que são indicadas, e o detalhe que você não é, você está lá só pra fazer número para dizer que o Recrutador teve trabalho. Caiu tudo de vez... Hora de ir embora.
E aí você compreende que perdeu tempo sonhando, pensando nas palavras a serem ditas, montando uma roupa discreta e coerente, ao invés de estar na praia, com a família ou em outra ocasião procurando talvez um lugar que seja só seu.
Recrutadores, não é preciso tantas dinâmicas inúteis, muita coisa poderia ser resolvida se vocês soubessem ler os currículos com mais atenção, até porque, candidato que não tem currículo bem explicado não deve estar procurando emprego de verdade. Já pensou nisso? O Capital Humano é algo que precisa ser entendido realmente pelos Recursos Humanos, pessoas não são números, curiosamente, são só pessoas.
Ana Nery Machado
Por pessoas que são só pessoas.
23/09/2010
Quero
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Meu Segredo
Não entendo porque saio assim, trancada em mim,
Como se não tivesse palavras para soltar o que a boca ensaia escapar.
Coração apertado: Ruim ser assim, Ruim estar querendo você aqui,
Contar algo que talvez se esqueça, que nem note a presença,
Do que por fim, encontrei em mim.
Ana Nery Machado
Pelas madrugadas da minha vida.
22/09/2010
Como se não tivesse palavras para soltar o que a boca ensaia escapar.
Coração apertado: Ruim ser assim, Ruim estar querendo você aqui,
Contar algo que talvez se esqueça, que nem note a presença,
Do que por fim, encontrei em mim.
Ana Nery Machado
Pelas madrugadas da minha vida.
22/09/2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Bis
E eu atrevo
O avesso
No começo
Em que quero uma noite feliz...
Contando com a sorte
Que trouxe o corte
Do laço que é forte
Na vida aprendiz!
Ficou por um triz,
Mesmo assim pede Bis!
Ana Nery Machado
16/09/2010
O avesso
No começo
Em que quero uma noite feliz...
Contando com a sorte
Que trouxe o corte
Do laço que é forte
Na vida aprendiz!
Ficou por um triz,
Mesmo assim pede Bis!
Ana Nery Machado
16/09/2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Evolução
Ontem? Se temos o hoje para lutar e fazer gostar de ter a coragem de querer mais. Saudades dos tempos dos meus pais.... Porém peço mais.... Porque não quero paz. Álias, que pobres somos rapazes, sem histórias pra contar, sem ideais pra lutar, sem motivos pra cantar Elis, pular, queimar sutiãs e pedir bis!
Nem me importa o que se crie ou se tente renovar, quero cara de novo, com tudo de novo, mesmo sabendo que a modernidade pode imitar a antiguidade, não tendo medo do ar moderno, do novo que não é novo, do novo que faz de novo, mas um novo que dessa vez tentou fazer diferente, mesmo sabendo que será impossível assim ser ou não ser!
Somos os mesmos, políticos de plástico num mundo inflamado. Uma grande Evolução que constrói o futuro, Evolução que transforma o futuro em passado, novamente!
Ana Nery Machado
17/09/2010
Nem me importa o que se crie ou se tente renovar, quero cara de novo, com tudo de novo, mesmo sabendo que a modernidade pode imitar a antiguidade, não tendo medo do ar moderno, do novo que não é novo, do novo que faz de novo, mas um novo que dessa vez tentou fazer diferente, mesmo sabendo que será impossível assim ser ou não ser!
Somos os mesmos, políticos de plástico num mundo inflamado. Uma grande Evolução que constrói o futuro, Evolução que transforma o futuro em passado, novamente!
Ana Nery Machado
17/09/2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Boa Fé
Hoje vivemos um processo de desvalorização do ser humano, de tudo aquilo que para nós deveria ser o correto a se fazer com o outro. Diz um mandamento da lei de Deus: Amarais teu próximo como a ti mesmo. Onde está este sentido humano? Onde se encontra as atitudes necessárias para que se viva nessa fé... Ir a um Templo, ouvir o padre, missionário ou qualquer pessoa que fale da inteligência suprema acima de todas as coisas, ou seja, Deus, é muito bonito, é muito lindo, pros outros verem. Porém, se pratica aquilo que se ouve? Faz-se realmente aquilo que se fala? Porque se torna tão difícil deixar de fazer aquilo que não queremos para nós mesmos? A regra é simples, parece muito fácil, basta ouvir uma vez, o que fazer é justamente não fazer mal ao próximo. Uma vez, ouvi um cara dizer que para você viver bem consigo mesmo e acima de tudo com Deus precisava pensar em 3 coisas primeiro antes de tomar uma atitude: 1- Se o que você vai fazer vai magoar o outro. 2- Se o que você vai fazer vai prejudicar você. e 3- Se você realmente deseja aquilo de todo o seu coração. Achei muito bonito as palavras e o sentido delas, tanto, que as guardei para sempre na minha cabeça, mas me pergunto quantos de nós pensamos nessas 3 coisas antes de tomarmos alguma atitude. Muitas vezes magoamos pessoas de graça, nem queremos tanto alguma coisa assim e acabamos nos prejudicando e o que é pior, levamos mais gente pro buraco conosco. Assim é que se ouve falar em sentimentos ruins, faz-se gente sofrer à toa, por caprichos e ações não pensadas. Vale a pena? Tenho uma teoria: Aquele que engana/prejudica o outro, ao final de tudo, só consegue enganar/prejudicar a si mesmo. Salve as pessoas de Boa Fé!
Ana Nery Machado.
20/08/2010
Ana Nery Machado.
20/08/2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Devoção
Já havia um tempo que esperava por ele, o Cícero enrolou até onde pode com aquela edição, toda semana perguntava quando iria chegar os primeiros exemplares... E ele me respondia que a editora tinha enviado uma capa que não gostara e que não iria ser assim: mandou voltar! Tudo bem, eu continuava a esperar...
Até que um dia recebi uma mensagem de texto pelo celular: “Meus meninos chegaram...”, minha mente maluca e dispersa não entendera a metáfora, mas o Cícero acabou com minha duvida e ligou dizendo que eles haviam chegado. Oba! Enfim conseguirei lê-lo. Comprei-o fiado, o pagamento ficou pro dia do lançamento, quando cheguei em casa não agüentei esperar nem para abrir a porta, os olhos brilhavam... na cama, na sala, no banheiro... Em tudo e com tudo os olhos brilhavam com aquelas páginas que eu esperava tanto... Enfim sós por muito e muito tempo...
Chegou o dia do lançamento, lógico que peguei meu exemplar para ser autografado, foi aí que percebi suas orelhas grandes e marcadas, suas páginas manchadas por tinta de cabelo, café e até migalhas de bolacha. “Meu Deus!” pensei. Eu havia acabado com meu exemplar, ele estava surrado, esmagado por gotas de chuva, ruas enlameadas e até pássaros que visitam a janela de casa. “Que vergonha!” pensei again. O Cícero iria achar um desleixo com a obra dele, olha o que eu fiz...
Depois de tanto me martirizar, soquei o livro na bolsa e fui descendo as escadas, inadmissível chegar atrasada!
Do rol já o avistava todo orgulhoso de sua obra, pessoas em volta com seu livro na mão... Livros limpos, folhas brancas, sem as minhas orelhas manchadas ou coisas assim... Eu me aproximei e em nome da amizade fui logo dizendo: “Cícero, eu li tudo, você pode autografar pra mim?” Fui logo tirando o livro da bolsa, fui endireitando com as mãos e até com o corpo pra deixar mais reto, mais apresentável, enquanto isso eu pensava: “Que vergonha!”.
O Cícero pegou o livro nas mãos, olhou... Folheou as páginas com um sorriso sério, eu sabia que havia chegado a hora da sentença. Após este intervalo, ele olhou pra mim fixamente e abriu um largo sorriso sincero, aberto, esquecera o sério: “Você leu página por página, estão todas marcadas, folheadas, um livro como todo leitor de verdade deve ter, ele deve ter passado horas com você...”.
Aliviei minha dor, descobri que o que importa para o escritor é sempre o leitor!
Ana Nery Machado
02/08/2010
“Devoção é algo que quando você tem um desejo, se você não conseguir realizá-lo, você sabe que irá morrer.” (li algo parecido num artigo, guardei pra mim.)
Até que um dia recebi uma mensagem de texto pelo celular: “Meus meninos chegaram...”, minha mente maluca e dispersa não entendera a metáfora, mas o Cícero acabou com minha duvida e ligou dizendo que eles haviam chegado. Oba! Enfim conseguirei lê-lo. Comprei-o fiado, o pagamento ficou pro dia do lançamento, quando cheguei em casa não agüentei esperar nem para abrir a porta, os olhos brilhavam... na cama, na sala, no banheiro... Em tudo e com tudo os olhos brilhavam com aquelas páginas que eu esperava tanto... Enfim sós por muito e muito tempo...
Chegou o dia do lançamento, lógico que peguei meu exemplar para ser autografado, foi aí que percebi suas orelhas grandes e marcadas, suas páginas manchadas por tinta de cabelo, café e até migalhas de bolacha. “Meu Deus!” pensei. Eu havia acabado com meu exemplar, ele estava surrado, esmagado por gotas de chuva, ruas enlameadas e até pássaros que visitam a janela de casa. “Que vergonha!” pensei again. O Cícero iria achar um desleixo com a obra dele, olha o que eu fiz...
Depois de tanto me martirizar, soquei o livro na bolsa e fui descendo as escadas, inadmissível chegar atrasada!
Do rol já o avistava todo orgulhoso de sua obra, pessoas em volta com seu livro na mão... Livros limpos, folhas brancas, sem as minhas orelhas manchadas ou coisas assim... Eu me aproximei e em nome da amizade fui logo dizendo: “Cícero, eu li tudo, você pode autografar pra mim?” Fui logo tirando o livro da bolsa, fui endireitando com as mãos e até com o corpo pra deixar mais reto, mais apresentável, enquanto isso eu pensava: “Que vergonha!”.
O Cícero pegou o livro nas mãos, olhou... Folheou as páginas com um sorriso sério, eu sabia que havia chegado a hora da sentença. Após este intervalo, ele olhou pra mim fixamente e abriu um largo sorriso sincero, aberto, esquecera o sério: “Você leu página por página, estão todas marcadas, folheadas, um livro como todo leitor de verdade deve ter, ele deve ter passado horas com você...”.
Aliviei minha dor, descobri que o que importa para o escritor é sempre o leitor!
Ana Nery Machado
02/08/2010
“Devoção é algo que quando você tem um desejo, se você não conseguir realizá-lo, você sabe que irá morrer.” (li algo parecido num artigo, guardei pra mim.)
terça-feira, 27 de julho de 2010
É a vida!
Eu não olho pra trás
Talvez seja um grande defeito
Talvez lá tenha esquecido meus óculos
Na escrivaninha da sala de onde venho.
Mas não tenho tempo para esperar
Essa brisa
Essa vista que eu vejo...
Essa história que pra mim
Tanto faz...
É a vida!
Ana Nery Machado
27/07/2010
Talvez seja um grande defeito
Talvez lá tenha esquecido meus óculos
Na escrivaninha da sala de onde venho.
Mas não tenho tempo para esperar
Essa brisa
Essa vista que eu vejo...
Essa história que pra mim
Tanto faz...
É a vida!
Ana Nery Machado
27/07/2010
Porém
“Eu quero dizer o que penso, eu quero dizer o que faço por aí... Porém, logo imagino a cobrança, os comentários, as fofocas exageradas quando as pessoas souberem o que se passa na minha cabeça, o que se passa no que eu faço... Sinto vergonha, avermelho só de imaginar as pessoas de olho em defeitos meus, que também são seus, são deles, são de todos nós... Sim, porque o que eu penso todo mundo pensa, o que eu faço todo mundo faz, a diferença é quase nula entre todos os mortais, porém penso novamente... Se eu disser o que eu penso, o que eu faço e chegar a conclusão do que eu sou, todos vão me condenar, mesmo sabendo que eles fazem ou fizeram igual, às vezes apenas com cenários e pessoas diferentes, mas está ou estava tudo ali: a mesma situação, a mesma hora, o mesmo lugar. Estranho é.... ser julgado por alguém que faz o mesmo e mais bem feito que você. Estranho é... não poder dizer bem alto o que se é, pois será julgado pelo próprio espelho, o reflexo está no próximo, que é você aí!”
Ana Nery Machado.
27/07/2010
Ana Nery Machado.
27/07/2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Arte
E a Arte
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
Que mate
E engate
Na flor
Do encaixe
É o amor?
Que rebate
E fale
E encante
É a parte
A verdade
Por favor!
E é cama
É pele
É sentido
Comprido...
Sufoca a alma
Impregna a pele
Sentido perdido
Meu Amor.
Ana Nery Machado
19/07/2010
Assinar:
Postagens (Atom)
E você, o que acha?
Acho que neste momento eu preciso escrever mais e amar menos. Aná Nery Machado 14/06/2020
-
O mesmo que diz ser amor é o que atira a pedra na rua sem saber por quê. Desalento, o passado mora ao lado sem querer. Primeiro é necessário...
-
Acordo. Atravesso a sala Com as calças largadas ao vento, minha caneca atravessada na mão e só. Passo à janela, visão preto-e-branco pela ma...
